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	<title>Arquivo de Contos - ProTran</title>
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	<title>Arquivo de Contos - ProTran</title>
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		<title>Uma Parábola de Buda</title>
		<link>https://projetotransmutar.com.br/contos/uma-parabola-de-buda/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rafael Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Mar 2023 17:56:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
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<div class="pagelayer-text-holder"><p>Certa vez, contou Buda, uma parábola:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Um viajante passava por um campo, quando se deparou com um tigre. Ele correu, com o tigre em seu encalço. Aproximando-se de um precipício, tomou as raízes expostas de uma vinha selvagem em suas mãos e pendurou-se precipitadamente abaixo, na beira do abismo.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O tigre o farejava acima. Tremendo, o homem olhou para baixo e viu, no fundo do precipício, outro tigre a esperá-lo.</p><p style="text-align: justify;">Apenas a vinha o sustinha, mas ao olhar para a planta, viu dois ratos, um negro e outro branco, roendo aos poucos sua raiz.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Neste momento, seus olhos perceberam um belo morango vicejando perto. Segurando a vinha com uma mão, ele pegou o morango com a outra e o comeu.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">"Que delícia!", ele disse.</p></div></div>
</div></div>
</div></div>
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		<title>O Monge Desperto</title>
		<link>https://projetotransmutar.com.br/contos/o-monge-desperto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rafael Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Mar 2023 01:04:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
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<p style="text-align: justify;">No mosteiro Zen, após a realização de todas as tarefas do dia, um monge ancião convocou a todos os discípulos e disse:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Amanhã todos vocês serão testados. Somente quem estiver preparado e realmente comprometido com os ensinamentos irá passar no teste.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Os monges ficaram surpresos e, após um período silencioso, o velho monge prosseguiu:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Somente aqueles que conseguirem estar neste pátio, totalmente despertos, às 3h47 da manhã, poderão ler um livro com ensinamentos Zen muito mais avançados.&nbsp;</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Os monges logo se recolheram e foram dormir. No dia seguinte, aprontaram-se e, no horário marcado, estavam no pátio, sentados em posição de lótus, direcionados ao velho mestre, que carregava um grande livro em suas mãos.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O monge ancião olhou para todos eles e perguntou:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Falta algum dos irmãos aqui?</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Os monges começaram a olhar entre si, verificaram que um de seus irmãos não estava presente e informaram ao mestre. O monge ancião dirigiu-se ao quarto do referido, que estava dormindo.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Chegando lá, o velho mestre deixou o livro na cabeceira do discípulo e voltou de mãos vazias. Ao dirigir-se aos discípulos, disse:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Aquele que cumpriu com as exigências do teste, recebeu o Livro.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Os monges estranharam tal atitude e, alguns, reivindicaram:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">—Mestre, não estamos entendendo: todos nós nos esforçamos para estar aqui, totalmente despertos, para podermos acessar tais conhecimentos. Como alguém que nem mesmo conseguiu acordar no horário, poderia ser digno disso?</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O mestre perguntou:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Realmente acham que estão totalmente despertos?</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Os monges entreolharam-se e não responderam ao ancião, que continuou:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Primeiramente, todos vocês que estão aqui, esqueceram-se do principal, da raíz dos ensinamentos Zen, justamente quando começaram a agir pelo ego. Aprender sem-palavras, esse é o Zen. Nenhum livro seria capaz de conter a abrangência e profundidade dos aprendizados obtidos em uma vida inteira.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Então, um dos monges perguntou:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Mas, se o nosso irmão se atrasou, como ele poderia ser referência para nós, ao receber o livro, mesmo que ele seja simbólico?</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Então, o Mestre lhe respondeu:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Eu pedi para que estivessem aqui, neste pátio, às 3h47 da manhã, totalmente despertos e o único que está aqui, desde o horário combinado e totalmente desperto é o nosso irmão...</p>
</div></div>
</div></div>
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		<title>A Chuva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Feb 2023 22:28:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
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<p style="text-align: justify;">Um menino, ao perceber a chuva que caía, bem como a impossibilidade de brincar na rua, reclamou ao seu pai:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Pai, o senhor nunca pode brincar comigo porque está sempre trabalhando, mas no dia em que está de folga e poderia brincar comigo, chove! Isso não é justo!</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O pai, percebendo que seu filho tinha alguma razão, diz:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— É verdade, filho. Em partes, você está certo. Eu realmente estou trabalhando muito, contudo gostaria de ter mais tempo livre com você.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O filho, ainda bem chateado, diz:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Em partes? Em qual parte eu não estou?</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O pai, calmamente, lhe responde:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Você reclamou da chuva, é nessa parte que não está correto.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Então, o filho lhe perguntou o porquê de não estar correto, ao que o pai continuou dizendo-lhe:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Como podemos reclamar de algo tão belo? A água que cai do céu... Dizem que "as coisas não caem do céu", mas a chuva cai. A água que cai do céu é, por si só, um verdadeiro milagre, filho.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Então, o menino diz:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Entendo, pai, contudo isso não muda o fato de ser injusto! Logo hoje que poderíamos brincar, não poderemos porque está chovendo!</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O pai lhe sugere:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Ao invés de reclamarmos por não termos como realizar uma determinada brincadeira, por que não criamos uma brincadeira nova? Esse não seria um desafio interessante?&nbsp;</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O menino pensa um pouco e diz:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Sim, mas aqui dentro?</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Então, o pai lhe dirige um grande ensinamento:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Sim, filho. Em suma, quero que lembre-se desse dia por toda a sua vida: quando, lá fora, a tempestade bater, saiba que o lugar mais seguro é do lado de dentro. É também do lado de dentro onde você encontrará os recursos necessários para adaptar-se. Sendo assim, filho, procure conhecer muito bem dentro, para que as coisas lá de fora não lhe façam desistir e reclamar.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O filho permanece pensativo, ao que o pai lhe sorri e eles começam uma nova brincadeira...</p><p style="text-align: justify;"><br /></p>
</div></div>
</div></div>
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		<title>O Oásis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Feb 2023 23:49:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O conteúdo <a href="https://projetotransmutar.com.br/contos/o-oasis/">O Oásis</a> aparece primeiro em <a href="https://projetotransmutar.com.br">ProTran</a>.</p>
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<p style="text-align: justify;">Certa vez, caminhando por um deserto, um homem deparou-se com uma imagem longínqua de um oásis. O Sol estava muito quente e o ar estava muito seco, então, era animador saber que, dali há algum tempo, seria possível beber um pouco d'água.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O homem, entusiasmado e motivado, desde que avistou o oásis, não preocupava-se mais com o calor, ou sofria por conta dele, já que saciaria sua sede em breve. Ele caminhava confiante e feliz, sendo grato por aquele precioso tesouro que encontrara.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Sua felicidade era tanta, que ele cantarolava dirigindo-se para o local desejado, sem qualquer preocupação. Sua garganta havia secado, seus pés estavam bem esfolados, porém, ele estava em um estado de espírito tão elevado que parecia não sentir tais sintomas de desgaste.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Conforme ia se aproximando, o homem se animava ainda mais, até que, faltando apenas uns três metros do oásis tão desejado, correu, como num frenesi, em direção a ele. O homem jogou-se nas águas, e frustrou-se, ao constatar que ali não havia nada, além da mesma areia que o acompanhava a tanto tempo.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Droga! Como não pude perceber que era apenas uma miragem? — autoindagou-se o homem.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Contudo, mesmo sujo com aquela areia, o homem ainda não acreditava que o oásis seria somente uma miragem. Ele ainda permanecia ali, pensativo, sem saber o que teria acontecido.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Se fosse realmente uma miragem, ela teria se desfeito muito antes de eu chegar até aqui! — disse o homem, ainda inconformado.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Era quatro horas da tarde e, sendo assim, a noite se aproximava. O homem não tinha qualquer abrigo e, após ter passado pela ilusão do oásis, encontrava-se completamente desanimado, tanto, que acreditava que aquela seria sua última noite de vida.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O frio se estabelecia no deserto e o homem estava tremendo, apesar de ter se coberto com a areia. Ele percebeu-se solitário em meio às estrelas da noite escura e ouvia somente o silvo dos ventos que esculpiam os cumes das dunas de areia.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Quando estava quase desistindo de sobreviver, algo inesperado aconteceu: os ventos pararam de soprar e uma voz forte chamou o homem pelo nome. O andarilho arregalou os olhos, assustado, pois estava praticamente soterrado para se defender de qualquer perigo.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">A voz, então, lhe disse:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Você estava com o Sol ardendo sobre sua cabeça e corpo; estava com seus pés inchados e esfolados de tanto caminhar; estava com a boca ressecada e totalmente desidratado; mas ainda assim, encontrou forças dentro de si para cantarolar e até correr em direção ao oásis. Como uma miragem pôde trazer-te tanta força?</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O homem, ainda assustado e olhando para os lados, em busca de seu interlocutor invisível, respondeu:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Eu não sei! Eu só sei que essa miragem era a minha única esperança de sobreviver!</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Uma estrela cadente cortou os céus e a voz voltou a dizer:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Talvez você já tenha encontrado o oásis, mas não conseguiu enxergá-lo. Me diga, o que te fez esquecer de suas dores, enquanto se aproximava do oásis?</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Eu me lembro de não ter medo. Me lembro de estar convicto de que, em breve, aquela dor toda acabaria.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— E por que agora seria diferente? Não percebe que a questão não está no oásis, mas sim, dentro de você?&nbsp;<br /></p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O homem fixou seus olhos em uma das estrelas e refletiu sobre as palavras que lhe foram ditas. Então a voz continuou:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Nunca se esqueça de que a fonte daquela segurança, força e alegria que sentiu, reside em você! A miragem só despertou tais qualidades adormecidas em seu interior.&nbsp;</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Após essas palavras, a voz invisível se foi, o vento voltou a soprar, mas o homem continuou fitando aquela estrela brilhante no céu até adormecer.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">No outro dia ele acordou em uma postura muito mais confiante e serena e, ao virar-se, concluiu que já havia encontrado o oásis.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;"><br /></p>
</div></div>
</div></div>
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		<title>Tornado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jan 2023 19:12:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
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<p style="text-align: justify;">Em um dia comum de uma cidade litorânea do hemisfério norte, aconteceu um evento inesperado, de proporções épicas. Uma mãe com seus dois filhos, esperava ansiosamente que seu marido chegasse do trabalho, após o alerta de tornado, emitido pelas autoridades. A cada minuto que se passava, o aparente desastre se desenhava.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Ao longe se via nuvens carregadas que se movimentavam de forma espiralada para baixo, tocando o chão, com enorme violência. Já era possível notar alguns destroços sendo espalhados por todos os lados, como se não significassem nada para a fúria dos ventos.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">A mãe chamava-se Rose e ligava freneticamente para o marido, Gerald, que a atendia com certa angústia e temor, ao dirigir sua caminhonete por entre as estradas atingidas pelo tornado. Pela sua janela conseguia ver a violência dos ventos, bem como a sua fúria, que arrancava telhados inteiros das moradias circunvizinhas.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Os filhos, Benjamin e Catherine, abraçavam-se enquanto sua mãe, desesperada, ligava para seu pai. A situação era realmente amedrontadora, já que o único veículo da família era a caminhonete de Gerald.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O som das pessoas gritando, dos carros deixando o local e dos ventos fortes ao longe, bem como o risco iminente, apavorava e causava ansiedade em Rose, que tentava dizer às crianças que tudo ficaria bem, da melhor forma que conseguia.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Catherine era um ano mais nova que Benjamin e estava com vontade de ir ao banheiro. Enquanto a mãe a levava ao banheiro, seu irmão olhava pela janela e observava as árvores que se agitavam com a aproximação do vento. No mesmo instante, Gerald chegou em casa.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O pai entrou e foi logo recebido por Benjamin, que lhe pulou nos braços, dizendo que sua mãe estaria no banheiro com Catherine. Gerald foi até elas e as abraçou com a intenção de que fossem todos para o carro, porém, quando olharam pela janela, desistiram.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O tornado já estava muito próximo e a sua melhor chance de sobrevivência, naquele momento, seria o porão, pois o abrigo havia sido interditado para manutenção. Já era possível ver as casas vizinhas sendo atingidas pelos ventos e não se via mais a estrada claramente.&nbsp;</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Benjamin olhava por cima dos ombros de seu pai e não tirava os olhos das árvores que estavam sendo atingidas pelos ventos. Gerald dirigiu-se até a gaveta da cozinha para apanhar as chaves necessárias para abrir o porão, colocando o menino no chão.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">As chaves estavam misturadas, o molho era bem grande e fazia muito tempo que não utilizavam aquele espaço. Eram duas fechaduras, uma superior e uma inferior, por isso, a cada tentativa, Gerald, testava a mesma chave em ambas.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Conforme o tempo ia passando, os ventos iam se aproximando e fazendo as janelas tremerem e as telhas rangerem. O clima estava muito tenso e desesperador. A mãe estava tentando ajudar, mas Catherine, estava chorando, com muito medo.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Benjamin tentou acalmá-la, dizendo que tudo ficaria bem, pois eles iriam se esconder do tornado lá no porão e que ele nunca iria conseguir achá-los lá. Essas palavras deram uma tranquilizada no coração de sua irmã e isso fez com que ela parasse de chorar momentaneamente.&nbsp;</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Após várias tentativas, os pais conseguiram abrir a porta do porão. Ali estava bastante escuro, a lâmpada havia queimado, mas não havia mais tempo para trocá-la por outra. O vento estava muito próximo e os vidros das janelas estavam todos quebrados, ou trincados, devido aos detritos que batiam nelas, pela força do vento.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O telhado já estava sendo atingido, porém, toda a família já estava descendo as escadas daquele escuro porão. Um pouco antes de Gerald fechar a porta do mesmo, uma viga da casa caiu à frente da porta e isso o impediu de fechá-la adequadamente. Gerald disse à sua esposa:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Desçam! Escondam-se ao fundo! A porta travou e não consigo fechá-la!</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Tamanho era o desespero, que Gerald continuou tentando remover a viga para que pudesse fechar a porta do porão. Benjamin estava indo ajudar ao seu pai, quando sua mãe o agarrou, copiosamente, e o conteve em seus braços. Mesmo sendo impedido, Benjamin gritava:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Papai! Papai! Esconda-se com a gente!</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O pai o ouviu, mas continuou tentando proteger a sua família, da melhor forma que podia. Nessa altura, os ventos já haviam atingido a sala, alguns móveis estavam sendo arrastados, porém, Gerald, estava disposto a ficar ali até conseguir, mesmo que o custo de sua obstinação, fosse a sua vida.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Alguns minutos se passaram e já era possível sentir a atração dos ventos. Gerald segurava-se no corrimão das escadas do porão, ao mesmo tempo que tentava chutar a viga que travava a porta. A batalha estava acirrada, porém, conforme os ventos exerciam sua atração severa sobre os objetos da casa, também levou consigo a viga.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O pai estava realizando um esforço descomunal para segurar-se no corrimão, ao mesmo tempo que tentava puxar a porta contra a força do vento. Sua mão esquerda segurava no corrimão, enquanto sua perna direita estava esticada, travando o seu corpo contra a direção do tornado. A mão direita puxava a porta em sua direção a fim de trancá-la.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O cenário estava assustador: os móveis eram vistos sendo levados pelo vento, ao mesmo tempo que a própria casa ia sendo deteriorada, com várias partes arrancadas. Gerald sentia-se totalmente impotente, pois a sua força empregada na porta era insuficiente para movimentá-la contra a atração dos ventos.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Lá embaixo, Catherine, desesperou-se e correu em direção à escada para ver seu pai. Gerald já estava quase sem forças, mas ver Catherine ali, o fez recobrá-las. Pediu para que ela se afastasse, mas a garotinha insistiu em subir. Sem saber, ela estava indo em direção ao tornado.</p><p style="text-align: justify;">Com uma força descomunal, ao ver sua filha sendo quase levada pelo vento, o pai, soltou a porta e se interpôs entre ela e a menina, o que a fez abraçá-lo e segurá-lo. Quando sua casa estava quase que no centro do tornado, Gerald, não pôde mais aguentar e soltou suas mãos do corrimão…</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Exatamente, neste momento, um móvel grande qualquer, arrastado pelo tornado, bateu na porta do porão e a trancou. Gerald usou suas últimas forças para girar a chave que já estava colocada previamente na fechadura, pelo lado de dentro.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Algumas horas se passaram e, ao sentirem-se seguros para saírem, abriram a porta e perceberam que a destruição havia sido quase que completa, se não fossem, eles, a própria exceção.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Sem mais casa, móveis, ou quaisquer outros bens, perceberam o amor incondicional que tinham, uns pelos os outros. Reconheceram o valor da união e do coração, quando direcionado corretamente, priorizando o que realmente importa: a vida.&nbsp;</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Neste momento, uma grande emoção tomou conta de toda a família e, abraçados, sentiram que tudo o que precisavam estava a salvo. Entenderam que ali seria um recomeço e que os bens materiais que tinham, poderiam ser, novamente, conquistados.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Rose segurava sua filha Catherine nos braços, enquanto Gerald as abraçava, ao mesmo tempo que segurava Benjamin. O garoto olhou novamente para as árvores ao longe e percebeu que as únicas que ficaram em pé, foram justamente aquelas que ele achou que cairiam primeiro, pois dobravam-se com facilidade…</p><p style="text-align: justify;"><br /></p>
</div></div>
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		<title>Roger e as Tulipas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jan 2023 17:13:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
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<p style="text-align: justify;">Roger era herdeiro de um castelo no sul europeu. Ele não possuía qualquer familiar nas proximidades, somente era acompanhado de seus colaboradores, que lhe eram muito fiéis e o admiravam muito. Seus pais haviam falecido há alguns meses em um acidente trágico e, desde então, sua vida tivera se tornado bastante complicada.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">As paredes do castelo de Roger eram escuras e somente as tochas iluminavam as escadarias e os seus corredores. A vida apática lhe fazia perder a vitalidade. Todos os dias eram monótonos e extremamente metódicos, pois uma rotina fixa era seguida por todos os seus colaboradores que, consequentemente, o faziam disciplinar-se para segui-la também.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Ele tinha tudo: riqueza, terras, palácio, mas ainda assim, não conseguia sentir-se feliz. Sua vida resumia-se a acordar, comer, fazer, ou não, qualquer coisa e dormir.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Com a chegada do inverno ele ficou ainda mais isolado e sentiu seu coração mais endurecido, monocromático. Ele passava dias e noites como se estivesse em um sonho interminável, como se não tivesse outra coisa a fazer, a não ser viver o sonho, sem pensar no amanhã.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Era estranha a sensação de prisão, mesmo estando de posse de tudo o que se podia ter. Durante todo esse tempo, Roger, procurou suprimir tal percepção, já que não saberia como lidar com a dolorosa realidade com a qual se deparava. Ele não esboçava qualquer sentimento, somente os reprimia.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Certo dia, Roger acordou e ouviu o canto de um Rouxinol que estava no galho de uma frondosa árvore no centro do jardim. Neste mesmo instante, ele lembrou-se de sua mãe e, para que as lágrimas não escorressem pela sua face, começou a gritar em seu próprio quarto, para que pudesse sobrepor o som do belo canto da ave. Isso assustou os seus colaboradores, que correram até seu quarto para ver o que estaria ocorrendo com ele.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">A vida de Roger se tornou muito difícil de ser administrada por ele mesmo, já que se encontrava nessas circunstâncias. Não havia qualquer abertura por parte dele, de libertar-se de todo aquele peso, de todos aqueles sentimentos de perda, revolta, culpa, mágoa e indignação.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Numa determinada manhã, durante uma grande nevasca, Roger saiu para caminhar pelo jardim. Tudo estava encoberto pela neve, assim como seu coração. Enquanto caminhava totalmente atônito e sem qualquer objetivo, algo lhe chamou a atenção: algumas tulipas haviam desabrochado e, com suas tonalidades avermelhadas, saltaram aos seus olhos, instantaneamente!</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Neste momento, em meio a alva e gélida paisagem, o rubro das tulipas se destacou e Roger foi acometido por um sentimento incontrolável que o fez ir até elas. Sem qualquer ponderação, ajoelhou-se diante delas, tocou-as e, imediatamente, seu coração pulsou mais forte. Não mais suportando a dor que sentia, sendo acariciada pela simplicidade e beleza do momento, começou a chorar.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">A vida que brotava irrompendo do gelo, de cores cálidas, com tamanha sutileza, lhe abriu o coração para permitir-se sentir e, então, ele liberou tudo aquilo que reprimia, lembrando-se de seus pais que passeavam por aquele jardim, juntos, todos os dias. Durante este momento, recobrou uma memória de sua infância, quando caminhava por ali com seus pais, no inverno e sua mãe lhe perguntara:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Filho, vê essas flores?&nbsp;</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Sim, mãe…</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Elas se chamam tulipas e só desabrocham no final do inverno. Então, filho, lembre-se de que, muitas vezes na vida podemos enfrentar um rigoroso inverno, mas, assim como estas tulipas irrompem da gélida paisagem, vencendo todas as adversidades, nós também devemos renascer e florescer. Quando, durante seus dias difíceis, puder ver estas belas tulipas, saiba, o inverno está findando…</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Roger ficou ali, deixando-se sentir, permitindo-se chorar e liberar todos os seus sentimentos e, após isso, ainda olhando para as tulipas, disse baixinho:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Mãe, pai… o inverno está chegando ao fim… Eu os agradeço por terem me permitido estar ao seu lado por todos esses anos de minha vida. Eu os verei nesse jardim, desde as cores vívidas da primavera, ao calor do verão; através das folhas secas esvoaçantes do outono e, sempre, ao nascer das tulipas, no fim do inverno… Elas me lembrarão de que nunca os perdi.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">A partir deste momento, Roger iniciava seus dias em paz. Ele agora sentia-se impelido a tratar seus colaboradores com afeto e alegria. Começou a cuidar do jardim diariamente e, em alguns anos, especializou-se em botânica. Iniciou um projeto social que abria as portas do jardim do palácio para a visitação de crianças, acompanhadas de monitores escolares.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Ao final de cada dia, Roger fechava os portões, sorria e, com um profundo suspiro, virava-se para o jardim, observava-o com gratidão por alguns momentos, fixava seu olhar nas tulipas e dizia:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Boa noite, mãe… boa noite, pai…</p>
</div></div>
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		<title>Nuvens Passageiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Dec 2022 02:34:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
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<p style="text-align: justify;">Bruno estava passando por um momento muito difícil em sua  vida, pois os pais do menino já não estavam se entendendo. Quase todos os dias brigavam, praticamente não saiam mais juntos e o clima no lar ficava muito pesado, em um grande silêncio, ou um grande ruído, quando estavam em casa.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">No final do ano, os pais resolveram mandar o garoto para passar as férias na casa de seu avô, no interior. Ele foi até lá e sentiu-se muito feliz, pois lá ele podia andar de bicicleta, jogar bola e fazer várias outras coisas legais.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Por mais que essas férias fossem muito legais, todas as noites, Bruno, lembrava-se de seus pais e preocupava-se com eles, justamente por querer saber se estavam bem, ou não.&nbsp;</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Certo dia, o avô percebeu que o garoto estava um pouco cabisbaixo, pensativo. Aproveitou o momento em que estavam voltando de um passeio e o chamou para sentar consigo, embaixo de uma árvore, no topo de uma colina.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">De onde estavam, podiam observar as nuvens no horizonte. Elas estavam carregadas, mas estavam bem distantes. O avô perguntou para seu neto:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Estou vendo que está pensativo, meu neto. Está tudo bem?</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Então, Bruno, respondeu-lhe:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Estou preocupado com o papai e a mamãe.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Então, o avô, utilizando-se de sua sensibilidade, não entrou em maiores detalhes, pois sabia que poderia magoar ao seu neto. Porém, sabiamente, iniciou um diálogo com Bruno:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Vê aquelas nuvens e chuva que está caindo lá no horizonte?</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Sim, eu vejo, meu avô.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Então, nós estamos aqui na estiagem, vendo o céu azul, mas quem está ali, está vivendo um grande temporal, com céu totalmente nublado. Você se lembra de algum dia de chuva muito forte?</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Sim, é verdade. Eu me lembro de alguns dias de chuva...</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Pois é, meu neto, na vida sempre nos deparamos com momentos de temporal e estiagem. Aqueles que estão vivendo o temporal, sabem que as nuvens carregadas logo passarão e que o céu azul, em breve, aparecerá novamente. Elas são nuvens passageiras.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Então, o garoto lhe pergunta:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Mas como eles saberão que as nuvens passarão logo?</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Porque, em algum lugar, estará alguém que, como nós, estará vendo o céu azul...</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O garoto sorriu e abraçou o seu avô...</p>
</div></div>
</div></div>
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		<title>O Caminho Real</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Dec 2022 20:35:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
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<p style="text-align: justify;">Certo dia, um homem nobre, muito rico e poderoso mudou-se para um vilarejo na antiga China. Durante sua estadia, ele conheceu muito sobre o povo local e criou muitas amizades por ali.&nbsp;</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Apesar de possuir muito dinheiro e poder, tinha um coração amoroso e bondoso, então ajudava as pessoas sempre que podia. Todos o tratavam com muito amor e proximidade, pois não o sentiam como alguém diferente deles. Tamanha era a sua gentileza e humildade.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Após uns dois anos, o nobre homem estava com planos de mudar-se para outro local. Tinha conseguido organizar todas as coisas para que a sua mudança fosse tranquila. As pessoas o paravam e lamentavam que ele pudesse deixá-las, pois o sentiam como um grande zelador do vilarejo.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O nobre homem estava convicto de que a nova cidade seria ideal para ele, pois o mesmo havia recebido algumas propostas de pessoas muito poderosas, que prometeram a ele que ele teria maiores possibilidades de investir o seu dinheiro em obras sociais, em empresas que apoiavam o meio-ambiente etc.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Quando faltavam dois dias para a derradeira partida, o homem passou mal e descobriu estar com uma doença muito grave, que não possuía cura. As pessoas  ficaram sabendo e compadeceram-se muito dele. Uma grande parte delas se organizou e foi visitá-lo. A viagem havia sido adiada.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O nobre homem estava acamado, bem desanimado, mas nunca deixava de dar atenção às pessoas, sorrindo para elas, ou ajudando-as da forma que podia, mesmo se fosse necessária a sua intervenção financeira. Ele começou a tomar seus remédios paliativos e foi recuperando a força necessária para caminhar novamente pelo vilarejo.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Todos o admiravam por tamanho exemplo de força, alegria e benevolência. Ao ser indagado sobre como conseguia superar-se de tal maneira, respondeu:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Eu tenho vida. E enquanto a tiver, tenho que vivê-la da melhor maneira possível. Quero ser quem sou e não me limitar ao que não quero ser.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Certo dia, após recuperar-se o suficiente para caminhar pelas ruas, se deparou com um garoto muito bem vestido, aparentemente rico, que, estranhamente, estava por ali.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O garoto deveria ter cerca de dez anos de idade, usava roupas de seda, e encontrava-se perdido. O homem rico, vendo que não havia ninguém por ali, lhe perguntou:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Olá, garoto. Como se chama?</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O garoto lhe respondeu:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Eu me chamo Zhong.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Muito prazer, Zhong. O que faz por aqui? Onde estão seus pais? — Disse o homem.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Estou caminhando, não vê? Não sei onde estão eles. Não posso vê-los, bem como você.&nbsp;</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O homem notou a hostilidade do garoto e lhe disse:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Escute, minha intenção é lhe ajudar, mas só conseguirei fazer isso, se me permitir e colaborar comigo.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Mas, eu não quero sua ajuda. Não preciso. — Disse o garoto.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Tudo bem, como quiser. Porém, ainda assim, não consigo me convencer de que não precisa de ajuda. Pelo jeito que se veste parece um nobre garoto, que se perdeu.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O garoto respondeu, de forma enérgica, ao homem:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Eu já disse que não preciso de sua ajuda!</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O homem então lhe fez uma reverência e se retirou. Porém, ele gostaria muito ajudar ao garoto, então começou a segui-lo, sem que o mesmo percebesse, para então ajudá-lo, de alguma forma.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O menino caminhava em direção à floresta, onde seria certamente devorado por animais selvagens, então, o homem se adiantou e reuniu vários tipos de detritos e os colocou no meio do caminho, de forma a fazer o garoto desviar sua rota.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Durante todo o tempo, ele criava condições para que o garoto pudesse se dirigir à região nobre, com o intuito de encontrar os seus pais, de forma que o mesmo não percebesse que ele estava ali, zelando por sua segurança.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Em um determinado momento, quando o garoto chegou à região desejada, o homem ficou muito feliz, pois tinha a plena certeza de que agora o garoto estaria bem. Ao virar-se para seguir seu próprio caminho, ele se surpreendeu: o garoto estava à sua frente!</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Então, o homem lhe dirigiu a palavra:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Mas, como você veio até aqui em tão pouco tempo? Você sabia que eu o seguia?</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O garoto respondeu:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Eu não cheguei até aqui. Na verdade, eu sempre estive com você, observando seus atos e seu coração.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O homem ficou confuso e perguntou:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Eu não entendi o que quis dizer.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Eu vi o que fez por todas as pessoas que encontrou. Vi a felicidade em seu coração por ajudá-las e vi como isso te fazia se sentir bem e reconhecido. Mas, ainda faltava saber se o seu coração era mesmo tão amoroso, a ponto de ajudar a alguém, mesmo que não tivesse o reconhecimento dessa pessoa, mas agora pude constatar que sim.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Foi então que o nobre homem, acreditando que não estava realmente falando com um garoto, lhe disse:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Mas, não consegui ajudá-lo como ajudei aos outros… tive de me afastar, colocar obstáculos em seu caminho para que pudesse seguir na direção certa.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Então, o garoto disse:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Perfeitamente… agora também pode entender como eu ajo, baseando-se em como agiu comigo…</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Então, após dizer isso, seu corpo se iluminou completamente, seu corpo fundiu-se, diluindo-se em uma espécie de esfera dourada de luz que  envolveu e, de dentro dela, uma voz disse:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Siga, nobre homem, você está curado…</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Após essas palavras, o "garoto" desapareceu e um vento soprou fortemente, dissipando as nuvens do céu, fazendo possível um dos raios do poente iluminarem o homem, que, em êxtase, começou a chorar em profunda gratidão.&nbsp;A partir daquele momento, ele cancelou a viagem e permaneceu junto aos seus amados aldeões.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p>
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		<title>A Lenda da Caverna</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Dec 2022 00:30:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
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<p style="text-align: justify;">Em um vilarejo no meio das florestas irlandesas, circulava a lenda da caverna. Era dito que naquela caverna, escondida pela mata, havia um grande tesouro, porém, somente aquele que tivesse o coração puro poderia encontrá-lo.&nbsp;</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">A lenda foi contada pela primeira vez pelo neto de um falecido sacerdote druida chamado Hanz. O sacerdote disse ao seu neto que um homem havia permanecido sete dias em uma longa jornada pela mata ao sul e que acabou encontrando uma grande caverna cheia de tesouros. Foi-lhe dito que este homem deixou um pergaminho escrito: "Somente aquele solitário peregrino, que tiver o coração puro, encontrará o tesouro". Hanz não deu detalhes sobre o paradeiro do homem, mas desconfiava de que ele pudesse ter morrido.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O neto de Hanz chamava-se Tyr.&nbsp; Ele também era um sacerdote druida e sempre buscou manter essa lenda viva. Todas as crianças o conheciam, bem como à lenda. Certo dia, um jovem aprendiz quis desafiar-se e partir em busca da caverna. Foi então que procurou por Tyr e lhe falou:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Sacerdote Tyr, gostaria de buscar a caverna.&nbsp;</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Então, ele olhou fixamente para o jovem e disse-lhe:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— E o que espera encontrar lá?</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— O tesouro.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O sacerdote levantou-se e foi buscar um copo para servir chá ao seu obstinado aprendiz. Ao entregar-lhe o chá, sentou-se e falou:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Você considera que a Lenda da Caverna seja verdadeira?</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Sim.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Pois bem, entendeu bem as condições para que possa encontrá-la, bem como ao seu tesouro escondido?</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Sim.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Tyr olha o jovem nos olhos novamente e diz:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Pois bem... Partirá sozinho, quando se sentir pronto.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O jovem o agradeceu, colocou o copo vazio na mesa e partiu para sua tenda, para separar e organizar algumas coisas para a sua jornada.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">No dia seguinte partiu em busca da caverna. Seus amigos lhe abençoaram, enquanto viam-no desaparecer em meio à vegetação. Aquele dia foi de muita comoção por parte de todos. O sacerdote, Tyr, também observou o jovem durante sua partida e, logo em seguida, organizou uma celebração para todos.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Alguns dias passaram e todos estavam preocupados com o jovem. Perguntaram para Tyr o paradeiro dele, mas o mesmo alegava não saber.&nbsp;</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">No quinto dia após a partida do peregrino, alguns de seus amigos se reuniram e foram falar com Tyr, para que organizassem uma equipe de busca . O sacerdote negou tal mobilização, pois o jovem estava ciente de todas as condições, que incluíam estar sozinho.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Após mais um dia, todos estavam muito preocupados por não terem qualquer sinal de vida do jovem aprendiz. Tyr convocou a todos e disse:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Hoje faz seis dias, desde a partida de nosso amigo aprendiz. Como a lenda nos fala, o tempo de peregrinação pela floresta é de sete dias. Aguardaremos retorno do jovem amanhã, mas, caso ele não volte, em sua homenagem, realizaremos a celebração de sua vida e passagem amanhã, ao pôr-do-Sol.&nbsp;</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Todos no vilarejo ouviram com um certo pesar as palavras de Tyr, porém sentiam-se muito honrados pela busca de seu amigo.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">No período da manhã, praticamente todos os moradores do vilarejo já estavam acordados para receberem o jovem, mas ele não apareceu. As horas foram passando e o crepúsculo foi se aproximando. Existia uma certa tensão no ar, pois, a partir daquele momento, o jovem seria considerado morto.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Então, o crepúsculo chegou, a celebração foi iniciada e todo o rito, executado. A celebração estava sendo terminada com as seguintes palavras de Tyr:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Agradecemos aos céus e à terra... Agradecemos pela vida do nosso irmão que fez a passagem...</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">E, de repente, um lobo uivou e um vento forte se iniciou, balançando todas as árvores dali. Todos os presentes se encontravam surpresos, sem saber o que estava acontecendo. Foi então que surgiu ele: o jovem aprendiz! Todos o olharam perplexos, não parecia ser mais a mesma pessoa. Tyr foi até o garoto, segurou-lhe a mão e o levou ao centro da cerimônia, dizendo:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Eis aqui o nosso irmão que fez a passagem, pois adentrou as profundezas de sua própria caverna interior, purificou seu coração e encontrou o verdadeiro tesouro: seu próprio ser. A partir deste momento ele não mais será chamado de jovem aprendiz, mas de Sacerdote Sowilo, pois estará a serviço da luz. Ele retornou após o sétimo dia e será responsável por manter viva a Lenda da Caverna nos corações de todos da próxima geração. Que a luz sempre se manifeste em nosso mundo e que seja acessível a todas as criaturas.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Dizendo essas palavras, o Sacerdote Tyr, indumenta o Sacerdote Sowilo com uma veste branca. Sowilo faz uma reverência a Tyr e outra às pessoas do vilarejo, que agora percebia tanto amar.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p>
</div></div>
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		<title>O Vilarejo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Dec 2022 04:35:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
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<p style="text-align: justify;">Há alguns séculos atrás um mercador ouviu alguém falar sobre um pequeno vilarejo nas montanhas ao sul, onde as pessoas eram muito belas e felizes. O mercador, cansado de sua vida conturbada, com tantos negócios para administrar e tantas pessoas para liderar, resolveu largar tudo para viver ali, no vilarejo dos sonhos.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Antes de partir orientou seu colaborador mais confiável a dizer aos seus subordinados que o ele - o líder - estaria se ausentando por motivos de saúde, mas que retornaria em breve. Aquela orientação fora dada somente para que o seu braço-direito pudesse liderar sem maiores problemas, porém, era sabido por este último que o mercador não mais voltaria.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Após organizar tudo, o homem partiu para as montanhas do sul, em busca do vilarejo. Encontrou diversos perigos por sua jornada, já que haveria de passar por entre montanhas e florestas selvagens. Após o terceiro dia, ele encontrou o vilarejo.&nbsp;</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Ele ficou parado olhando para o portal de entrada que era feito de uma rocha dourada, tão brilhante que refletia o cenário ao seu redor. Dali era possível ver um chafariz em um grande pátio central, com um jardim em volta do mesmo. O lugar, mesmo antes de entrar, era magnífico.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Após alguns minutos parado ali, o homem percebeu uma jovem garota vestida de branco aproximando-se. Ela chegou até o limite do portal de entrada, sorriu e lhe perguntou:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Olá, sou Turya. Gostaria de entrar?</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O homem, maravilhado, acenou positivamente com a cabeça, pois já estava sem voz. Turya o convidou e o homem entrou no vilarejo.&nbsp;</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">No vilarejo cada pessoa assumia alguma função para si, baseada naquilo que mais gostasse de fazer, ou que tivesse maior habilidade. Todos realizavam suas tarefas alegremente e a sociedade era muito bem desenvolvida. Realmente, ali havia felicidade.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O homem estava extremamente feliz! Ele foi recebido muito bem, com muito respeito e carinho. Eram-lhe dadas as melhores frutas, os melhores alimentos e as mais confortáveis acomodações. A população daquele vilarejo era realmente um exemplo de hospitalidade.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Os dias foram passando e o homem começou a auxiliar nas tarefas. Como ele não sabia em qual das tarefas melhor se encaixava, ou se adaptava, optou por experimentar cada uma delas, dia após dia. Após alguns meses, percebeu que era um bom gestor de recursos e que gostava muito de fazer aquilo. Foi então que se tornou o gestor de recursos titular.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Um ano se passou. Mas o homem já não via mais a mesma beleza que pôde enxergar no começo. A sua visão daquele lugar havia se modificado bastante. Achava o ambiente monótono, bucólico e estagnado, pois tudo funcionava perfeitamente e não havia nada de novo, nenhum desafio.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O ancião da vila, aquele que detinha o maior peso na tomada de decisões do vilarejo, passou pelo homem e notou que algo lhe incomodava. Algum tempo depois, o ancião foi até o homem e pediu para que conversassem. Já no início daquele diálogo, perguntou ao homem:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Filho, o que lhe tira a paz?</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">E o homem respondeu:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Não sei... Sei que aqui é um lugar cheio de paz e de felicidade. Sei que as pessoas fazem suas tarefas sorrindo, leves... Sei também que essa terra é tão amorosa, que me acolheu de braços abertos, mas eu não consigo ser feliz.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O ancião lhe diz:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Entendo, mas tem alguma noção do porquê de não se sentir feliz?</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Para lhe ser sincero, não vejo muito sentido em tanta perfeição. Aqui é muito estagnado, todas as coisas já são realizadas dentro do esperado, seguindo os mesmos parâmetros. Sinto como se não fizesse nada além de seguir a mesma programação. Não sei se iria conseguir me entender, pois, de onde vim, tudo era imperfeito, porém essa mesma imperfeição é que nos movia para mudarmos as coisas, buscando aprimorá-las.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O ancião olhou para o homem atentamente e disse:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Muito obrigado por sua contribuição, meu filho. Pode ser que haja mesmo uma necessidade de mudarmos algumas coisas por aqui. Sugiro que comece, o mais rápido possível, a colocar as suas ideias em prática.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O homem ficou impressionado com a pronta-aceitação do ancião e começou a implantar as suas ideias. As pessoas do vilarejo receberam as suas novas instruções e, dentro de mais um ano, já estavam totalmente adaptadas, executando tudo com perfeição, sem qualquer tipo de resistência, pois suas funções eram baseadas naquilo que já gostavam de fazer. Era lindo ver que todas elas estavam felizes!</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">Após um ano, o ancião do vilarejo foi até o gestor de recursos para uma reunião. O diálogo iniciou-se com um belo elogio:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Filho, gostaria de lhe desejar os parabéns por ter conseguido implantar todas as suas ideias e, ainda assim, ter mantido a nossa população feliz! Tenho comigo que agora esteja satisfeito com tudo o que fez e, por isso, acredito que esteja feliz novamente, certo?</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O homem, por mais que tivesse realizado tanto, ainda não conseguia sentir-se completo e feliz, logo, surpreendeu ao ancião, ao responder:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Infelizmente, não. Não me sinto feliz. O motivo pelo qual estive me dedicando no último ano deixou de existir, assim que tudo se organizou e voltou a ser perfeito. As pessoas continuam felizes e eu, infeliz.&nbsp;</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O ancião lhe diz:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Ora, filho... então a questão não era a implantação de algumas coisas novas, uma movimentação nos padrões, ou uma reprogramação, não é?</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Não sei mais...</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Bem, posso estar errado, mas parece que você, de alguma maneira, sente-se triste pelos outros estarem felizes... Já pensou sobre isso?</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O homem para por alguns instantes e, timidamente, responde:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Ainda não havia pensado de tal maneira, mas parece que sim...</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O ancião sorri e lhe toca o ombro, dizendo:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Não sinta-se culpado, filho. Está tudo bem. Só está confuso ao lidar com uma maneira de viver totalmente diferente da que vivia.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Entendo, mas como conseguem manter os mesmos padrões, as mesmas programações e, ainda assim, serem felizes?</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O ancião olha com compaixão nos olhos do homem e lhe responde:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Da mesma forma como mantém os mesmos padrões e programações para se sentirem felizes onde vivia. A única diferença é que lá os padrões são autodestrutivos, enquanto aqui, promovem a vida e o bem-viver. Isso se chama disciplina.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O homem refletiu sobre as palavras do ancião e disse:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— O senhor tem razão. O problema é que me encontro infeliz, já que este lugar era a minha última esperança e não consegui alcançar a minha paz, a minha felicidade.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O ancião aponta o chafariz na praça central e diz:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Vê o chafariz no centro da praça?</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Sim, eu o vejo.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Ele está ali no centro para lembrar que a vida deve ser o foco principal em tudo o que fazemos. Ela vem de dentro e se manifesta fora, através de nossas ações no mundo. A felicidade, a vida e a paz, não se encontram fora de nós, mas dentro, no pátio central de nossos corações. Entende, filho?</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">O homem observou o chafariz por alguns momentos, sorriu para o ancião e lhe disse:</p><p style="text-align: justify;"><br /></p><p style="text-align: justify;">— Muito obrigado, ancião. Uma nova luz se faz presente em meu ser. Sou grato ao senhor e a este vilarejo por me fazerem abrir os olhos para a vida, para a felicidade existente em mim.</p><p style="text-align: justify;"><br /></p>
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</div></div><p>O conteúdo <a href="https://projetotransmutar.com.br/contos/o-vilarejo/">O Vilarejo</a> aparece primeiro em <a href="https://projetotransmutar.com.br">ProTran</a>.</p>
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